terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Cronicas de Alexandre Langa

Outro dia liguei para a minha amiga Ximbitane; engraçado, falamos regularmente ao telefone e nunca estivemos num frente-a-frente.
Vão me questionar o que uma coisa tem a ver com a outra e digo, tem a ver sim, lá vai você ter uma amiga e nunca a apertou a mão? (experimente dizer isso a Policia de Moçambique!)
Dizia que liguei para a ximbitane, e o pretexto eram as crónicas de Amélia Mdungaze.
É que, a semelhança do que a Ximbitane faz com as crónicas da Amelia, (enumeradas e seguindo uma certa sequência), pretendo também, criar crónicas de alguns músicos, que dado, a vastidão da sua obra, impossível tratá-los numa só matéria.
Alexandre Langa, por exemplo, tem acima de 100 músicas, de temática diversificada, desde os bares (senta-baixo), onde infelizmente andou na companhia de Kid Malume, dos feitos da revolução, do social e mais.
Do Xidiminguana, que canta as histórias deste pais, do Joaquim Macuacua, poeta da adversidade, do Dilon, Fany. ..
Bom, devo dizer que a Ximbitane concordou, razão pela qual, vos anuncio meus bons amigos do Modas que brevemente, vou começar com as crónicas do Alexandre Langa, este músico que o descubro todos os dias, um poeta social com todas as letras, um colaborador da revolução, um músico com características estéticas de fazer inveja.
Pena que o tempo o levou precocemente como levou, o Joaquim Macuacua, Alfredo Mulhui, Fany Mpfumo, Eugénio Mucavele, Pedro Langa, Zeca Alage, e outros.
Proponho-me a vasculhar a aldeia de pensamentos do homem de Ndaveni, que aquando da sua morte e para mau grado, ficou conhecido como o homem que cantou mabunganine, como se essa música fosse representativa, das músicas e da grandiosidade da sua obra.
Não que mabunganine não tenha a beleza que caracteriza as músicas deste, mas não foi justo, e até por parte de alguns conhecedores da sua obra, que assim o tratassem.
Vamos nestas crónicas, lembrar as suas músicas mais expressivas, comentando-as, criticando-as, descobrindo as suas metáforas, parábolas, no sempre tempero do Modaskavalu. ´
Se conto convosco? Claro, sempre com a vossa mão amiga, pessoas que não vou fazer menção agora porque inoportuna, mas que em ocasião certa vou grafar seus nomes aqui (lembrar que o modaskavalu faz um anito em Março), para que fiquem perpetuados nesta modesta pagina, da minha (se o quiserem vossa) vida.
Conto sempre convosco, para a celebração do pensamento dos fazedores da nossa boa música, e vamos juntos projectar o presente para a saudade do que foi feito de bom, esperando, que o amanhã reconheça a obra.
Hambi va pangui vati ndleve taku leha vata tchina nyamuntla a
Modaskavalu, marrabenta, senta Baixo (Mahecuane
-dono da música que leva a chapa do blog)
Obrigado Ximbitane, por me deixares roubar a sua ideia a luz de dia.
Amosse Macamo

6 comentários:

Yndongah disse...

Venham dai as cronicas, e kto a Xim so tens k te culpar de ti proprio, e vamos ver se dia 28 nao barracas. Hehe

Júlio Mutisse disse...

Ndzi sangulile ku davula mananga, ndzi lava xigutsa xa mahungo ya Alexandre Langa mataka ni Nwana Macamo.

Heheh (Amosse, depois traduzes) este país viu nascer muitos bons músicos. Entre eles está esse MONSTRO barbudo de Mabunganine. Podia nomear na sequência muitos dos que já abordaste aqui, Zeca alage, Pedro Langa e...

amosse macamo disse...

virao as cronicas Yndongah. verdade, quanto a Xim a culpa eh toda minha e por a expio. se barraco dia 28? nada, o contrario eh que pode acontecer.
estaremos la.

amosse macamo disse...

Mutisse, a travessia de deserto 'e sempre dolorosa, mas se a enfrentas 'e porque confias que vas encontrar a cabaca de informacao sobre Alexandre Langa.
acho que vai valer a pena, cavarmos o que cantou este homem, que nunca foi alheio aos acontecimentos do pais.
verdade, que este pais, ja viu nascer veraddeiros montros da musica, pouco estudados porem.
sei que conto sempre contigo nesta caminhada, Mpfowethu.

X!mb!t@nE disse...

Voce Amosse sabe comprometer, waswitiva?

amosse macamo disse...

ka ka ka ka ka ka medico, cura-te a ti proprio